
Já faz algum tempo que as coisas são tratadas de uma forma diferente nas Igrejas, falo com relação aos serviços prestados de forma voluntária para Deus. Antigamente as Igrejas eram divididas em departamentos, no qual cada um tinha o seu presidente, que, por sua vez, elegia a sua equipe de trabalho. Com um calendário nas mãos, elaboravam um planejamento, quase sempre, recheado de eventos que objetivavam o evangelismo e a integração de novos membros na Igreja. Assim, ou as pessoas participavam daquele ministério ou ficavam no anonimato.
Hoje em dia só se fala em ministérios, mas é preciso entender as diferenças e quais são as vantagens e os prejuízos que este modelo eclesiástico pode nos trazer.
Primeiro, uma Igreja com multiministérios tem muitos serviços há serem feitos, isto quer dizer que todas as pessoas poderão se envolver, cada uma conforme o seu dom natural e o grupo social ao qual pertence.
Como vemos em Romanos 12:7: “Se é ministério, seja em ministrar,,,” Ter um ministério é desenvolver com dedicação a incumbência que Deus entregou nas suas mãos e te capacitou á realizar. Nas igrejas não há membro que não possa trabalhar. Todos tem algo a ser desenvolvido com qualidade e que pode somar à igreja. Tudo isto tem feito com que as áreas de atuações se multiplicassem e que cada membro da Igreja seja um ministro trabalhando dentro do seu convívio normal.
Dentre os ministérios existentes quero destacar alguns:
Ministério da família, ministério de esportes, ministério de comunicação, ministério de recepção, ministério de grupos pequenos ou células, ministério de ensino etc.
É interessante ressaltar que as áreas de alcance também aumentaram significativamente, e isto, em virtude de que cada um exerce seu ministério evangelistico dentro do seu grupo de convívio ou identificação. Por exemplo, ministério com empresários, ministério com policiais, meninos de rua, viciados em drogas, homossexuais e por aí vai...
O trabalho que antes era responsabilidade exclusiva dos pastores agora é exercido, com muita eficácia, pelos membros da Igreja, e porque não dizer de forma mais completa. Afinal, o ministério se especializa desde a abordagem até o discipulado, levando aquela pessoa á se multiplicar e assim por diante.
O problema é que muitos acreditam que o seu dom para atuar em determinado ministério é suficiente para pastorear um rebanho e tentam abrir uma nova Igreja. Aí, nós já sabemos o que vai acontecer.
Eu creio que os lideres, ao observarem que alguns têm vocação para o ministério pastoral, devem se mobilizar e investir em um bom curso teológico, afim de que este possa ser um pastor ou pastora e assuma uma função importante na Igreja. Desta forma, o campo de atuação pastoral se expandirá proporcionando uma ação mais ativa e eficaz da própria igreja.
Por: Pastor Moises Fernandes