
Rogo a Evodia e a Sintique que sintam o mesmo no Senhor. E peço também a ti meu verdadeiro companheiro, que ajudes estas mulheres....filipenses 4:2,3
O Apostolo Paulo deixa claro neste texto a sua preocupação com a situação de discordia que havia entre Evodia e Sinteque, que apesar de serem salvas em Cristo e ativas na obra do Senhor, estavam digamos assim "brigadas" sem se falar ou sem falar a mesma lingua. Além de apelar para o bom senso de Ambas, Paaulo pede que alguem em especial as ajudassem a chegar a um bom termo.
Não é diferente em nossos dias, muitas vezes observamos que as diferençãs são tão latentes que os irmãos para não chegarem ao desacordo total preferem sair desta para outra Igreja, e neste caso o problema para os pastores que de maneira nenhuma consegue aceitar o fato de que os membros estão em outra Igreja.
Até pouco tempo, a ausência de conflitos era encarada como expressão de bom ambiente, boas relações. Alguns pastores viam o conflito de forma negativa como resultante de ações e comportamento de pessoas indesejáveis, os quais eram considerados prejudiciais ao bom relacionamento entre pessoas e conseqüentemente o bom funcionamento das Igrejas.
O conflito pode ser fonte de idéias novas, levando-nos a discussões sobre determinados assuntos, permitindo assim a exploração de diferentes pontos de vista. Em alguns momentos o conflito pode ser considerado necessário se não quiser entrar num processo de estagnação.
Os conflitos podem ser causados pelas diferenças de personalidade, diferenças de metas e incapacidade de atingir metas, e ocorre quando um líder não encontra apoio junto aos seus subordinados. E o resultado é a falta de compromisso, atrasos, discórdias, individualismos, erros e desvalorização.
Você como pastor deverá sempre analisar algumas possibilidades na administração de conflitos como transformar o negativo em positivo gerando novas idéias, respeitar as características individuais conciliando os opostos. Deve também acompanhar sua equipe de trabalho olhando para os conflitos como oportunidades.
A estratégia mais indicada para administra-lo é assumir o controle da situação conflitante, permitindo que ambas as partes consigam conviver entre si com o mínimo possível de desgaste.
Solução e controle requerem estratégias diferenciadas uma estratégia adequada de controle pode permitir num prazo curto, um retorno a uma situação de estabilidade mais benéfica para a Igreja. Mas percebemos hoje uma dificuldade muito grande no desenvolvimento das habilidades dos líderes em administrar conflitos.
Uma alternativa para os pastores é treinar as habilidades dos líderes, expondo-os a situação de treinamento, seja através da busca de informações via outras pessoas, literaturas, estudos de casos e etc.
Os pastores muitas vezes amplamente capacitados em diagnosticar conflitos apresentam dificuldades em confrontar a situação, É preciso propiciar uma situação na qual as partes têm a oportunidade de se colocar, discutir, avaliar, trocar informações e buscar juntas uma alternativa viável.
Isto aumenta o grau de autenticidade, o comprometimento mútuo e aperfeiçoa o relacionamento. Diagnosticar as causas dos conflitos, identificar alternativas para diminuir a gravidade e possibilitar a negociação são algumas das contribuições da confrontação interpessoal.
Durante a confrontação as partes podem tentar negociar ou manipular o adversário. Negociar envolve clareza e explicitação de interesses, enquanto a manipulação envolve a omissão de dados para possíveis triunfos posteriores.
Daí vem importância do mediador, estamos carentes de pessoas capacitadas em administrar conflitos e assumir o papel entre as partes, a história vem demonstrando aos pastores a necessidade de identificar, escolher e apoiar lideres e pessoas com tais habilidades, que correspondam às necessidades de seu tempo, é de fundamental importância focar a responsabilidade do mediador e das partes envolvidas no processo de negociação de conflito. O mediador é facilitador do processo e não o responsável pelo resultado final.
O compromisso é das partes e é indelegável, Um ponto importante para se observar são as mudanças que ocorrem com certa freqüência nas Igrejas. O líder implementa a mudança e os liderados resistem a ela.
As causas dessa resistência podem ser atribuídas ao medo do desconhecido, aos costumes, hábitos e principalmente ao comodismo.
Por isso é importante o pastor verificar em primeira análise os fatores que colaboram para o surgimento do conflito, ou seja, deverá atacar a causa e não conseguindo, administrar o efeito.
Por: Pastor Moises Fernandes